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Em todo o
Brasil, mas sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se
prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada
cidade ou vila do país durante os festejos de Momo.
O mais famoso
tipo carioca foi um sapateiro português, chamado José Nogueira de
Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o
introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas
e tambores, em passeatas pelas ruas, como se fazia em sua terra.
O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator
Vasques elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O
Zé-Pereira, na qual propagava os versos que o zabumba cantava
anualmente: E viva o Zé-Pereira/Pois que a ninguém faz mal./Viva a
pagodeira/dos dias de Carnaval!
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